CHÃO


co-curated with Renan Araujo and Marta Mestre

Carmela Gross
Fuentesal Arenillas
Ghislaine Leung
Gordon Matta-Clark / Museo Nacional de Bellas Artes (Chile)
Lorenza Böttner
Márcia X e Ricardo Ventura
Pepe Espaliú
Pope.L
Ricardo Basbaum
Teresa Silva
Trisha Brown
Tunga

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Exhibition Design: D_P_S + RAR.STUDIO


Centro Internacional das Artes José de Guimarães - CIAJG
Guimarães, Portugal
2025

Fotografia: Felipe Braga






 
CHÃO is an exhibition-choreography that articulates different levels of height and thinks of movement as a disruptive device within the dynamics of the traditional museum space. The idea resonates with the artistic experiences of the 60s and 70s and expands when it asks: what if the entire experience had resulted from a body without verticality, close to the ground?

To trade hands for feet, or feet for the abdomen. To spin horizontally, to let fall in circles, to crawl. CHÃO brings together works and documents from artists who provoke displacements in architectural, linguistic, and institutional structures, with choreography, performativity, and score as bases for action.

In this exhibition, conceived from the construction site of CIAJG, architecture is formulated as a cut, traversed, and perforated body, which, instead of widening distances, enhances the articulations and reverberations between elevations and depths.

The attention this exhibition gives to what is "below/down" also manifests in the interest in the rumors associated with performance works, the potential of language in transmitting what happened over time, multiplying and, perhaps, distorting their narrative expressions.

The exhibition design was conceived from the collection of materials previously used in other exhibitions at CIAJG and stored in the museum's technical reserve until then. This set of objects left behind returns to the exhibition space, creating a floor that is both a cut and a fold.








CHÃO é uma exposição-coreografia que articula distintos níveis de altura e que pensa o movimento como um dispositivo perturbador na dinâmica do tradicional espaço museológico. A ideia ressoa as experiências artísticas realizadas nos anos 60-70, e expande-se quando pergunta: e se toda a experiência tivesse resultado de um corpo sem verticalidade, próximo ao chão?

Trocar as mãos pelos pés, ou os pés pelo abdómen. Girar na horizontal, deixar cair em círculos, rastejar. CHÃO reúne obras e documentos de artistas que provocam deslocamentos em estruturas arquitetónicas, linguísticas e institucionais, tendo a coreografia, a performatividade e a partitura como bases de ação.

Nesta exposição, pensada a partir do estaleiro de obras do CIAJG, a arquitetura é formulada como corpo cortado, atravessado e perfurado, o que, ao invés de ampliar distâncias, potencializa articulações e rebatimentos entre elevações e profundezas.

A atenção que esta exposição dedica ao que está “abaixo/em baixo”, também se manifesta no interesse pelos rumores associados às obras de performance, o potencial da linguagem na transmissão do que aconteceu ao longo do tempo, multiplicando e, talvez, distorcendo as suas expressões narrativas.

O desenho expositivo foi concebido a partir do acervo de materiais utilizados anteriormente em outras exposições do CIAJG e até então armazenados na reserva técnica do museu. Esse conjunto de objetos deixados para trás retorna ao espaço expositivo instaurando um chão que é ao mesmo tempo corte e dobra.